Mappin entrega proposta para a compra da Mesbla
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quarta-feira, 21 de maio de 1997
Agência Estado 
RIO - O empresário Ricardo Mansur, dono do Mappin, entregou na semana passada sua proposta de compra da Mesbla. A proposta estava ontem nas mãos do banqueiro Luís César Fernandes, do Banco Pactual e do presidente da Mesbla, José Paulo Amaral, que a entregará hoje aos dirigentes do Unibanco, BCN e Pontual. Esses três bancos passaram da condição de maiores credores para a de maiores acionistas da empresa, que está em concordata desde agosto de 1995.
Luís César Fernandes disse que não poderia informar o valor
proposto por Mansur para comprar a empresa, alegando que essa informação terá que ser dada em primeira mão para os acionistas. Segundo Fernandes, a proposta tem cerca de 200 páginas e hoje estava sendo digerida e traduzida pelos advogados do grupo. A reunião com os bancos está marcada para amanhã (22), em São Paulo.
Se a proposta for aceita pelos acionistas majoritários, nós a levaremos para os outros 1,9 mil acionistas que converterem seus créditos em ações, explicou Fernandes.
Segundo o banqueiro, a rede americana J.C. Penney estava interessada na Mesbla, mas em uma reunião ocorrida nos Estados Unidos há cerca de duas semanas os americanos informaram que não tinham mais condições de comprar a empresa. Eles explicaram que estavam fora do páreo porque os balanços não estavam bons e hoje, para ser franco, só temos a proposta do Ricardo Mansur, admitiu.
Fernandes disse que sua expectativa é a de que os bancos aceitem a oferta de Ricardo Mansur, mas lembra que a missão dele e de Amaral na Mesbla era a de conseguir encontrar comprador. O banqueiro explicou que considera a missão quase cumprida, já que a empresa feâhará o mês de maio com receita de R$ 50 milhões em vendas.
O endividamento fiscal, que beirava os R$ 500 milhões, já está sendo equacionado, só faltando parcelar as dívidas com os confortável, afirma Mansur. Em novembro do ano passado a dívida total da Mesbla era de R$ 785 milhões, dos quais R$ 234,9 milhões estão em concordata, cuja segunda parcela vence no dia 2 de agosto.


