Aspectos gerais sobre doenças da soja, plantas daninhas de difícil controle, alternativas para evitar resistência de plantas daninhas a herbicidas e as principais tecnologias de aplicação foram alguns dos temas tratados ontem, no ciclo de palestras em fitossanidade, que está sendo realizado, no auditório da Embrapa Soja, em Londrina.
O evento reúne 140 produtores, agrônomos e profissionais da assistência técnica. Até amanhã, eles acompanham palestras sobre vários aspectos de plantas daninhas e manejo integrado de pragas e de doenças da soja.
No caso das plantas daninhas, o pesquisador Elemar Voll, da Embrapa Soja, sugere um mapeamento da lavoura que reúna informações sobre as espécies de plantas daninhas presentes no campo e a intensidade de infestação de cada uma delas. ''Esse gerenciamento é o que vai auxiliar na tomada de decisão sobre o melhor sistema de controle para as plantas daninhas'', explica.
Segundo ele, a utilização de agricultura de precisão com o uso de posicionamento global por satélite (GPS) auxilia na identificação das áreas onde há necessidade de maior controle. ''A possibilidade de fazer a aplicação localizada é importante, porque reduz custos e ainda gera um ganho para o ambiente'', frisa o pesquisador.
Voll listou o picão, o capim marmelada e o amendoim bravo como as três plantas daninhas com maior resistência a herbicidas. A indicação dos pesquisadores é por rotação de culturas com espécies que proporcionem a escolha de herbicidas com mecanismos de ação diferenciados.
Além disso, foram apresentadas tecnologias disponíveis para aplicação de herbicidas. Algumas das indicações que podem colaborar com a racioalização de produtos são a escolha correta de bicos e a definição do período do dia mais fresco e com pouco vento além da limpeza de filtros do pulverizador.

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