O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deve liberar até amanhã a vacinação contra febre aftosa nas propriedades vizinhas às fazendas que foram consideradas foco da doença e o repovoamento de animais nas propriedades. A informação foi dada ontem pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, Gabriel Maciel, durante reunião realizada pela manhã entre membros da bancada ruralista da Câmara dos Deputados e pecuaristas de Londrina que representam a Associação Paranaense de Bovinos de Corte e a Sociedade Rural do Paraná.
A liberação vai ocorrer porque os resultados - de sorologia nas fazendas vizinhas e nos animais sentinela - realizados pelo Laboratório Nacional Agropecuária (Lacen) foram negativo para febre aftosa. O atraso na divulgação dos diagnósticos teria ocorrido, conforme Maciel, devido à greve dos servidores federais. A segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa foi encerrada no dia 20 de maio. Ficou sem imunização somente o rebanho de fazendas nas regiões de Maringá e Grandes Rios localizadas em um raio de 10 quilômetros das três fazendas consideradas focos da doença (Cesumar, Pedra Preta e Santa Izabel).
As unidades da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) de Londrina e Paranavaí, responsáveis pelas fazendas de Bela Vista do Paraíso e Loanda, respectivamente, já liberaram a vacinação em todo o rebanho das propriedades vizinhas as do foco. Nessas duas regiões, só não puderam ser imunizados os animais que tiveram sorologia coletada para análise. Já em São Sebastião da Amoreira, segundo a Seab de Cornélio Procópio, não há propriedades vizinhas que tenham atividade de pecuária dentro do raio perifocal (de 10 km). Aliás, a Fazenda Cachoeira, de Amoreira, é uma das propriedades que não poderá iniciar o repovoamento de animais.
Os bezerros sentinela estão na fazenda há cerca de uma semana e as normas da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) recomendam um período de 30 dias, com a realização de três exames sorológicos para febre aftosa. Somente se os três diagnósticos forem negativo é que as propriedades são liberadas para repovoamento animal. Caso os resultados sejam positivo, os bezerros serão sacrificados e o período de vazio sanitário (30 dias sem criações animais) será reiniciado.
Técnico - Durante a reunião ainda foi definido que o professor Raimundo Tostes, coordenador do curso de Medicina Veterinária do Cesumar e doutor em Patologia Animal será um representante técnico da bancada ruralista dentro do Mapa. Tostes deverá passar dois dias por semana em Brasília para acompanhar, juntamente com os técnicos do Departamento de Defesa Animal, todos os diagnósticos de animais do Paraná.
Participaram da reunião os pecuaristas Alexandre Turquino, André Carioba, Clayton Lopes de Paula (veterinário da Fazenda Santa Izabel), Ricardo Rocha Pereira (advogado dos pecuaristas), Alexandre Kireeff (presidente da Sociedade Rural) e Tostes. A bancada ruralista foi representada pelos deputados Abelardo Lupion (PFL), Osmar Serraglio (PMDB), Moacir Micheleto (PMDB), Eduardo Sciarra (PFL) e Ricardo Barros (PP).

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