Mapa reforça prioridade em ampliar mercados externos
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
Pedro Peduzzi <br> Agência Brasil 
Brasília - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fez ontem um balanço sobre as recentes ações da pasta e apresentou as prioridades para o setor nos próximos meses. Segundo a ministra Kátia Abreu, os principais avanços estão relacionados às ações de desburocratização de processos alguns deles por meio do Programa Mapa sem Papel , à redução de despesas e a questões sanitárias e busca de novos mercados.
A ministra informou que, nos próximos dias, a presidente Dilma Rousseff anunciará medidas de ampliação e fortalecimento da classe rural para tornar suas atividades sustentáveis. "Resumidamente falando, nossas prioridades atuais são pautar e estabelecer processos de gestão eficiente e transparente de automação, implementar uma Lei Plurianual Agrícola e fortalecer a pesquisa no Brasil, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de forma a avançar mais no sentido de promover uma aliança nacional para inovação tecnológica agropecuária", disse Kátia Abreu.
A fim de ampliar os mercados externos, a ministra destacou, entre as ações já implementadas, a nomeação de oito adidos agrícolas em sete pontos estratégicos localizados nos Estados Unidos, Argentina, União Europeia (dois postos), Rússia, Japão, China e África do Sul.
Segundo ela, estão em curso negociações com 22 mercados prioritários que "representam potencial de US$ 82 bilhões apenas com nossos produtos agropecuários competitivos". Há também a expectativa de avanço nos acordos sanitários e fitossanitários com a União Europeia. "Este é um desafio histórico, mas temos agora expectativa de avançar nas negociações, principalmente visando a uma equivalência de controles e certificação." Outra frente de aproximação do setor com a Europa poderá vir por meio de um acordo de livre comércio "que pode incrementar em 20% nossas relações comerciais com aquele continente", informou Kátia Abreu.
Ela aponta como prioridade as negociações com a China, em especial para derivados de carne e leite. "Este é um parceiro estratégico porque, pelo volume, pode compensar nossas perdas financeiras." Um acordo para a exportação de carnes e leite deve ser fechado em agosto com a Arábia Saudita e países do Golfo Pérsico, durante uma visita oficial das autoridades brasileiras. Com os mercados abertos no primeiro semestre de 2015 para produtos lácteos e carnes (EUA, Peru, Argentina, África do Sul e China), a expectativa é um incremento de 8,4% nas exportações pelos próximos quatro anos.


