Mapa recolhe amostras de leite no PR
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quarta-feira, 07 de novembro de 2007
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) terminaram nesta semana a coleta de amostras de leite longa vida feita em todo o varejo do Paraná. A ação, deflagrada em todo o País após as denúncias de adulteração do produto, pretende comprovar a qualidade do leite consumido pela população. Os resultados dos exames deverão ficar prontos na próxima semana mas não devem ser divulgados por questões jurídicas, segundo a assessoria de imprensa da Superintendência do Mapa no Estado.
Não foi informado quantas amostras foram coletadas e quais as marcas que tiveram seus produtos recolhidos. O leite recolhido no Estado está sendo analisado em dois laboratórios do próprio Mapa: um em Curitiba e outro em Goiânia (GO). No restante do País as coletas ainda não foram concluídas e estão sendo feitas diretamente em todas as indústrias em atividade. Cerca de 200 laticínios terão seus produtos analisados em laboratórios oficiais do ministério.
Os exames que estão sendo realizados nas amostras recolhidas irão verificar a composição do leite - como teor de água, gordura e acidez - e serão mais detalhados do que o procedimento adotado até então pelo ministério. Antes das denúncias de adulteração feitas no final do mês passado eram feitas análises físico-químicas no produto, insuficientes para detectar a fraude feita em Minas Gerais, por exemplo. A assessoria explica que a ''fórmula'' (adição de água oxigenada e soda cáustica) não era detectada nestas análises. O exame físico-químico sempre foi o procedimento adotado no processo de fiscalização da qualidade do leite do Mapa.
O curioso é que, segundo a assessoria, até o final do mês passado (quando foi deflagrada a operação da Polícia Federal) os testes de qualidades feitos pelos laboratórios do ministério de todo o País não encontraram nenhuma irregularidade na composição do leite. Após as denúncias de adulteração, o Mapa já modificou a fiscalização do controle de qualidade. Até então, um fiscal do órgão permanecia diariamente nas indústrias - de onde era verificada a composição e a qualidade do produto - em laboratórios montados pelos próprios laticínios.
Além disso, o fiscal enviava periodicamente (por períodos variáveis de um a dois meses) amostras de leite para os laboratórios oficiais para novas análises de conformidade. Agora ao invés de um fiscal serão três e eles também não permanecerão mais nas indústrias diariamente. O grupo vai trabalhar simultaneamente em várias empresas, de forma rotativa e aleatória. O novo modelo, já implantado em Minas Gerais, prevê também auditorias nos laticínios por uma equipe formada por três fiscais federais agropecuários (dois médicos veterinários e um agente de inspeção sanitária), responsáveis por fiscalizar os responsáveis técnicos mantidos pelas próprias empresas.


