Brasília- O Ministério da Agricultura reafirmou ontem a meta de erradicar a febre aftosa do território nacional até o final do ano que vem. As ações e as estratégias de erradicação do rebanho local e também nos países da América do Sul estão sendo discutidas, nesta semana, em Porto Alegre (RS), em reunião da Comissão Sul-Americana de Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa).
A febre aftosa chegou ao Brasil por volta do ano de 1870. Os primeiros casos foram registrados no Rio Grande do Sul, provavelmente por conta da importação de bovinos da Europa, onde a doença era conhecida desde 1546.
O combate à febre aftosa de forma organizada começou no Brasil em 1919. Mais tarde, em 1934, o governo federal aprovou o Regulamento do Serviço de Defesa Sanitária Animal com as medidas de prevenção para as doenças dos animais, incluindo a febre aftosa. Em 1963, o governo instituiu a Campanha Contra a Febre Aftosa, coordenada pelo ministério.
Dois anos depois, foi implantado o Programa de Combate à Febre Aftosa, primeiramente, no Rio Grande do Sul e, em seguida, em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro e Sergipe. Atualmente, o PNEFA abrange todas as unidades federativas do Brasil.
A febre aftosa é uma doença que preocupa os países, não por oferecer risco à saúde humana, mas pelo prejuízo econômico que traz aos criadores dos rebanhos. Os mercados importadores de carne se fecham ao primeiro sinal dessa enfermidade. A febre aftosa também pode atingir suínos, ovinos e caprinos, mas em menor proporção.

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