Mapa libera municípios interditados por aftosa
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quarta-feira, 06 de setembro de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) liberou, no início da noite de ontem, o trânsito de animais e a comercialização de carne bovina em quatro regiões do Estado - Maringá, Grandes Rios, Bela Vista do Paraíso e São Sebastião da Amoreira - que estavam interditadas por conta da febre aftosa. A movimentação de animais continua proibida em Loanda, onde haveriam divergências entre técnicos do Mapa e da Secretaria de Estado da Agricultura (Seab) sobre a interpretação dos diagnósticos de exames feitos em animais de fazendas localizadas no raio perifocal (10 quilômetros) aos dois focos da doença confirmados pelo ministério em fevereiro, nas fazendas Alto Alegre e São Paulo.
Segundo o superintendente do Mapa no Paraná, Walmir Kowaleski de Souza, foi realizada ontem uma reunião, na sede do ministério em Brasília, da qual participaram técnicos do Mapa e da Seab para discutir o assunto. Com a nota técnica de número 40, o ministério pôs um fim às restrições impostas aos quatro municípios porque foram finalizados os trabalhos de saneamento nos focos de aftosa. Agora, os produtores de gado de corte instalados nestas regiões poderão comercializar carne no mercado interno. As exportações continuam proibidas porque a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) determina um período de seis meses após o sacrifício sanitário, chamado de vazio sanitário, para que o Estado retome o status de área livre de aftosa com vacinação. Esse prazo termina no próximo dia 30.
A liberação do Ministério para as quatro regiões ocorreu um dia após a Sociedade Rural do Paraná ter desencadeado uma ''corrente solidária'' em favor do Estado. Na terça-feira, a entidade distribuiu e-mails entre os seus associados, instituições de ensino e mais de 40 associações ligadas ao agronegócio de todo o País pedindo que fossem feitas ligações para o Mapa pedindo agilidade para o caso paranaense. Segundo o presidente da Rural, Alexandre Kireeff, na terça-feira foram feitas mais de 500 ligações para o ministério.
''Essa liberação ocorreu depois do apoio dos nossos sócios e das lideranças de todo o País que congestionaram as linhas do ministério. Não temos dúvida de que o fim das restrições impostas ao Estado ocorreu depois dessa união e do esforço de todos'', afirmou Kireeff. Agora, disse ele, a entidade irá aguardar, com atenção, todos os procedimentos técnicos que ainda deverão ser realizados para liberação da região de Loanda. A sua expectativa é que isso ocorra ''rapidamente''.


