Mapa fará 400 contratações de emergência
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sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Reportagem Local 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai contratar 400 veterinários e agrônomos em caráter emergencial e temporário para garantir as ações de fiscalização de produtos agropecuários e inspeção nos portos e aeroportos. A informação foi dada ontem pelo ministro Roberto Rodrigues, após proferir palestra na 3 Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, evento promovido em Brasília pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
Rodrigues disse que as contratações emergenciais serão necessárias devido a paralisação dos fiscais federais agropecuários do Mapa. ''Como os 30% dos fiscais flexibilizados para continuar em atividade não foram suficientes para liberar os portos, determinei à área executiva do ministério que priorizasse nas nossas ações emergenciais a contratação de novos profissionais'', explicou o ministro.
O Diário Oficial da União (DOU) deve publicar hoje ou na segunda-feira edital para contratação imediata dos 400 profissionais com o objetivo de regularizar os serviços nos portos e aeroportos. ''Eles vão atuar na área de inspeção de produtos de origem animal e vegetal, tanto nas exportações quanto nas importações'', explicou o secretário-executivo do Mapa, Luís Carlos Guedes Pinto. Segundo ele, é obrigação do Estado prover esses serviços.
Guedes esclareceu que, ''por força de lei'', os fiscais federais agropecuários que paralisaram suas atividades ''estão com suas faltas anotadas e terão desconto nos vencimentos.''
A greve dos fiscais começou no dia 7 de novembro em todo o território nacional. O compromisso da Comissão Nacional de Paralisação é de resguardar o atendimento aos focos de febre aftosa e prevenção da introdução da gripe aviária, além de manter 30% dos fiscais federais em atividade. Entre as reivindicações, os fiscais querem reajuste salarial e isonomia da Gratificação de Desempenho da Atividade entre ativos, aposentados e pensionistas.
Leia mais sobre a greve dos fiscais e seus efeitos na indústria do frango na página 4.


