O Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M) teve alta de 0,84% em abril, principalmente pela influência do 1,15% da mão de obra. Divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a taxa mostrou aumento em relação à de abril, quando foi de 0,28%. A tendência é que a aceleração seja pela conclusão de negociações de dissídios, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) do Norte do Paraná.
Em Londrina, o reajuste de funcionários não foi fechado ainda. O vice-presidente da entidade, Osmar Alves, diz que não vê motivos para alta nos preços a não ser por questões sazonais. "O preço subiu provavelmente porque o País vive um momento de inflação, então é lógico que varia um pouco de acordo com a época ou com o consumo."
Nos últimos cinco anos, o INCC-M teve crescimento em abril em taxas semelhantes às de 2013 e sempre acima do mês imediatamente anterior, com exceção de 2009, após o início da crise econômica mundial. Por isso, Alves afirma que não há movimentação anormal no setor de construção civil. "O mercado está estável. Não estamos crescendo tanto como ocorreu há alguns anos, mas em um ritmo normal", conta.
O outro item que compõe a taxa, relativo a materiais, equipamentos e serviços, passou de 0,42% em março para 0,50% em abril. Porém, quando se desmembra o subitem em insumos, houve desaceleração de 0,50% para 0,46% no mesmo período e alta em serviços de 0,13% a 0,67%.
Contribuíram para que o índice não se elevasse tanto a redução nos custos de alguns materiais, como condutores elétricos (de 0,61% em março para -0,91% em abril), massa de concreto (-0,01% a -0,05%), rodapé de madeira (0,12 a -0,48%), argamassa (0,52% a -0,05%) e tijolo ou telha de cerâmica (0,16% para -0,03%). "Os preços dos materiais mudam por causa de impostos, questões sazonais ou redução da demanda, mas foi pouco para apontar um motivo", diz Alves.
No acumulado do ano, O INCC-M chegou a 2,32% e a 7,25% nos 12 meses até abril. O índice foi calculado com base nos preços coletados entre 21 de março e o último dia 20.

Investimentos
A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) divulgou ontem que houve redução nas intenções de empresários do setor em fazer investimentos nos próximos 12 meses. O número de fabricantes com planos de incrementar os negócios foi de 74% em março para 71% neste mês, fatia também menor do que os 73% de abril de 2012.
O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria também recuou para 81% em abril, ante 82% tanto em março quanto em abril de 2012. Por outro lado, 56% dos empresários consideraram boas ou muito boas as vendas de materiais de construção dentro do País. Outros 37% disseram que foram regulares e 7%, ruins. O otimismo é maior para maio, quando 68% esperam vendas boas, 27%, regulares e 5%, ruins. (Com Agência Estado)

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