Mão de obra não acompanha necessidade da indústria
Para Jayme Leonel, coordenador do APL de Apucarana, seria possível aumentar a capacidade de pessoal no mínimo em 10% no setor. ''A indústria está exigindo uma mão de obra que, muitas vezes, não está capacitada. Considero que falta muita gente na área de criação, por exemplo'', ressalta.
O empresário Silvio Akira Watanabe, da Kyooday Bonés, diz que a mão de obra está escassa, e que recruta pessoas sem prática para treinamento. ''Cada empresa acaba treinando o seu pessoal. Tenho cem funcionários atualmente e acho que poderia contratar mais trinta pessoas'', calcula Watanabe.
Já o empresário Rodrigo Begalli aponta a capacitação como importante, mas que não deixa de ser uma ''tarefa árdua e complicada''. ''O problema é que capacitamos e depois o funcionário acaba mudando de empresa. Acho que com cautela, consigo aumentar meu quadro de colaboradores em 10%'', explica.
Com o objetivo de completar essas vagas disponíveis, o representante da Anibb, Valdenilson Vado da Costa, diz que as entidades envolvidas com o setor vislumbram capacitar cinco mil profissionais nos próximos dois anos. ''Queremos montar 20 unidades de treinamento na região do Vale do Ivaí'', complementa. (V.L)





