Curitiba - Promover palestras, discussões, apresentação de trabalhos técnicos e mostrar o trabalho de empresas prestadoras de serviços na área de manutenção industrial. Esses são os objetivos do 19º Congresso Brasileiro de Manutenção, 2º Congresso Mundial de Manutenção e 19 edição da Expoman 2004, que acontecem paralelamente até quinta-feira em Curitiba. O setor de manutenção industrial representou, em 2002, 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Manutenção (Abraman). Isso significa um gasto de cerca de R$ 26 bilhões.
A Expoman conta com cerca de 100 empresas que atuam na manutenção de 62 segmentos industriais. A feira é gratuita e aberta ao público interessado. Porém, a principal intenção é integrá-la com os profissionais que estão participando dos congressos. ''Os congressistas são profissionas que atuam na área de manutenção dentro das empresas. Eles não tomam decisões de compra, mas influenciam bastante. Então a feira acaba tornando-se o ponto inicial de vários negócios'', analisa o vice-presidente da Abraman, Vicente Buratto.
Hoje a média de idade dos equipamentos industriais no Brasil é de 16 anos. Para o presidente da Abraman, Joubert Fortes Flores Filho, essa idade é considerada boa, principalmente porque as empresas estão investindo em manutenção, o que pode prolongar ainda mais esse tempo. Porém, Flores Filho lembra que hoje o conceito de manutenção está ligado à prevenção e conservação e não a reparo. ''Hoje a manutenção acompanha a produção e é programa para não prejudicar a produtividade. O empresário já tem a visão de que precisa prevenir, senão o prejuízo será maior se tiver que parar a produção'', afirma.
E é baseado nesse conceito que Comau, empresa do setor de manutenção do grupo italiano Fiat, que participa da feira, trabalha. O diretor comercial da empresa, Laerte Scarpitta, diz que o ganho da Comau é por produtividade da indústria que está contratando a manutenção. Sendo assim, quando mais trabalha a máquina, porque está sempre em bom estado e sem grandes interrupções na produção para isso, maior o lucro para os dois lados. Além dos prestadores de serviços, a Expoman conta também com a presença de grandes tomadoras de serviços, como, por exemplo, a Itaipu Binacional e a Companhia Paranaense de Energia, que buscam novas tecnologias para aplicar em seus equipamentos.
Segundo o vice-presidente da Abraman, Vicento Buratto, os números confirmam que as indústrias estão mesmo preocupadas em conservar seus equipamentos. ''Hoje a média de disponibilidade de equipamentos entre as empresas brasileiras é de 95%. Isso é, apenas 5% ficam parados para manutenção'', aponta, com base nos dados da pesquisa realizada pela associação. E Buratto diz mais. Segundo a Abraman, os funcionários que fazem a manutenção contratados pela própria empresa representam cerca de 30% do quadro de funcionários.

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