Manutenção dos juros frustra cooperativas
As cooperativas do Paraná ficaram frustradas com a manutenção da taxa de juros dos financiamentos agrícolas no Plano de Safra 2001/2002. Elas pediam uma redução dos juros de 8,75% ao ano para 6% ao ano, mas não foram atendidas. Outra reivindicação não atendida foi a ampliação de recursos para a infra-estrutura.
Segundo João Paulo Koslovski, presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o setor de armazenagem está deficitário e os recursos (R$ 100 mi) não bastarão.
Por outro lado, as cooperativas consideraram o Plano Safra positivo para estimular o plantio da safra de verão. A ampliação de 30% nos recursos destinados a financiar o plantio foi bem recebida. Mas o que deve pesar a favor dos agricultores, diz, é a ampliação do limite de financiamento por produtor. O governo ampliou o limite de financiamento na Região Sul para a soja de R$ 60 mil para R$ 150 mil. Para o milho, subiu de R$ 150 mil para R$ 200 mil.
Koslovski elogiou ainda o fato de o governo ampliar o crédito para culturas alternativas como fruticultura e leite. E ainda para programas que estimulam o aumento de produtividade como o Pró-leite e o Pró-pasto. Os limites de financiamento eram de R$ 40 mil e passaram para R$ 60 mil no caso do Pró-Leite e para R$ 100 mil para a fruticultura. O Pró-pasto está sendo beneficiado com ampliação do limite de R$ 50 mil para R$ 150 mil. (Vânia Casado)





