Manutenção do status exige medidas rigorosas
Na opinião de José Antônio Fontes, presidente da Associação Nacional de Produtores de Bovino de Corte (ANPBC), o pedido de suspensão da campanha de vacinação contra febre aftosa no Estado é 100% favorável. ''Mostra uma atitude corajosa que coloca o Paraná na vanguarda do mercado de carne'', aponta. Porém, conforme ele, se a vacinação for suspensa, algumas medidas deverão ser colocadas em prática para que a região permaneça com o status de área livre de aftosa sem vacinação. Entre as ações, a proibição da entrada de animais com vacinação no Estado.
O problema, comenta Fontes, é que essas medidas poderão trazer consequências negativas, como a falta de animais de cria e engorda e a de exemplares que melhorarão o plantel. ''E o Estado depende da importação de raças, principalmente as europeias com melhoramento genético'', observa o produtor.
Segundo Fontes, para evitar prejuízos no plantel paranaense, a ANPBC pretende se reunir com as autoridades responsáveis nas esferas estadual e nacional para discutir o assunto. Se a suspensão da vacinação for aprovada, a entidade pedirá um prazo para que os produtores possam se adequar à nova realidade e ter acesso a bancos de melhoramento genético. (E.Z.)





