Manutenção de cotas eleva
preços do café brasileiro
Guto Rocha
A manutenção das cotas de exportação de café pelo Brasil, definida ontem em Londres, Inglaterra, durante reunião entre a Associação dos Países Produtores de Café (APPC) provocou fortes altas no mercado. Nos contratos de julho na Bolsa de Mercadorias de Nova York, o café fechou cotado a 135,50 centavos de dólar, com alta de 7,85 cents.
Em Londrina, segundo o corretor do Escritório Marrequinho, Márcio Tavares de Menezes, o mercado de café voltou a registrar interesse por parte dos compradores dando margem para alta nas cotações. A saca de 60 kg do café bebida dura, tipo 6, chegou a ser negociada a R$ 162,00, contra os R$ 150,00 pedidos pelo mesmo produto no dia anterior. Uma alta de 8%. ‘‘Com a escassez de oferta de produtos remanescentes e pouco café da safra nova, o mercado pode voltar a subir, vamos aguardar’’, comentou o corretor.
No encontro de ontem, a APPC adiou uma possível alteração das cotas de exportação para o mês de setembro. O principal ponto da reunião foi a manutenção da cota de exportação do Brasil em 15 milhões de sacas de café. O mercado considerou o volume muito pequeno frente a previsão de que o País vai colher uma safra de 30,5 milhões a 35 milhões de sacas. Como o Brasil tem um consumo entre 11 milhões e 12 milhões de sacas, abre-se um excedente exportável, limitado pela restrição da cota da APPC.
A expectativa do mercado ontem, era de que a reunião entre os 14 países-membros da APPC acabasse resultando na ampliação da cota de exportação do Brasil. O resultado adverso fez com que o movimento comprador se intensificasse, fazendo os preços subirem. Outro de alta foi a redução dos embarques.

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