Quanto custa ter um carro? Para maioria das pessoas o custo de um automóvel termina ao fim de seu processo de compra, entretanto, a realidade mostra um quadro muito diferente: depois de adquirir um veículo os gastos estão apenas começando. Se todas as despesas forem colocadas na ponta do lápis, ao final do mês o proprietário terá grande parte de seu orçamento comprometida. A manutenção de um carro vai muito além do custo com a gasolina.
  De acordo com o consultor financeiro Reinaldo Domingos, do site Financeiro24Horas.com, a manutenção de um veículo popular usado - com preço de mercado por volta dos R$ 10 mil - acaba custando em média R$ 600 mensais. ‘‘Por isso, a decisão de adquirir um carro próprio deve ser muito bem pensada, avaliando os prós e os contra e observando sempre se realmente há condições de arcar com esses custos’’, afirma. Na sua avaliação, antes de comprar um carro a pessoa deve formar uma boa reserva de capital.
  A dica do consultor é que o proprietário somente use o veículo quando houver necessidade. Entre as alternativas para a redução de custos estão: fazer revezamento de caronas ou utilizar o transporte público. ‘‘A manutenção do veículo em dia é uma ótima forma de evitar surpresas desagradáveis’’, avalia. Segundo ele, a opção de adquirir um segundo carro deve ser mais pensada ainda e, no caso de não ser extremamente necessária, deve ser descartada.
  Na sua avaliação, se o uso do carro for indispensável algumas atitudes garantem certa economia. O principal ponto é o combustível, que representa o maior gasto de um veículo. ‘‘O motorista deve suspeitar de preço muito baixo desse produto, o ideal é procurar um posto que cobre o preço de mercado pelo combustível e fazer um teste. Se a performance do automóvel não for comprometida, o consumidor deve virar freguês desse posto porque gasolina adulterada prejudica o rendimento do veículo e a parte mecânica’’, comenta.
  Segundo Domingos, uma das primeiras providências que deve ser tomada depois de comprar um carro é fazer um seguro. O proprietário deve negociar o melhor preço que, em média, é de 7% do valor do veículo. Além disso, ele lembra de outros gastos que devem ser embutidos no orçamento como IPVA, DPVAT, licenciamento anual, manutenção trimestral de óleo e filtros, pneus, lavagem, estacionamento, depreciação do veículo (em média 10% por ano) e eventuais multas de trânsito, pequenos acidentes e problemas mecânicos do veículo.
  ‘‘É importante lembrar que, fora os impostos e multas, todos os outros gastos são passíveis de negociação o que deve ser feito sem nenhuma vergonha, pois é um direito’’, salienta Domingos.

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