As tarifas de produtos e serviços oferecidos pelos bancos podem chegar a uma diferença de preço grande se o cliente não tiver aplicações em fundos de investimentos, poupança, débitos em contas, cartão de crédito, seguros, ações do banco, etc. Também conta ponto o tempo de abertura de conta corrente quanto mais antiga, melhor. Na maioria das agências o cliente tem uma tabela de descontos progressivos e, cada um desses itens, equivalem a pontos que variam de 1 a 3. Chegando a 100 pontos, os bancos normalmente isentam o cliente da tarifa.
De uma agência para a outra, a manutenção de uma conta corrente pode variar bastante. Normalmente, o cliente é obrigado a desembolsar valores mensais entre R$ 3,00 até R$ 20 - cifras utilizadas para renovação de cadastro, custos com extratos no terminal eletrônico, talão de cheques, manutenção do cartão magnético, entre outros. Só para ter uma idéia, durante 12 meses, pagando uma taxa de R$ 20, o cliente vai desembolsar por ano R$ 240.
No Banco do Brasil, por exemplo, o cliente começa a ter algum benefício ao atingir 25 pontos. Conforme a pontuação vai aumentando, a taxa de manutenção vai caindo. Hoje, a manutenção varia de R$ 3 (conta universitária com talão de cheques), R$ 6 (conta eletrônica sem talão de cheques), R$ 12 (conta classic com talão) e R$ 20 (conta ouro). Na Caixa Econômica Federal, a cesta de serviços também tem valores diferenciados. As de R$ 4 são para as contas eletrônicas (sem talão de cheques), a conta ''cesta fácil'' (não utiliza talão de cheques) custa R$ 6 e a ''cesta super'' (com talão) chega a R$ 10. Já a ''cesta especial'' (com talão de cheques especial e cartão de crédito) custa R$ 17.
Porém, nas duas agências, mesmo obtendo pontuação, em alguns casos o cliente ainda está sujeito a extratos e saques limitados. De acordo com a assessoria de comunicação do Banco do Brasil, em Brasília, o cliente deve procurar o gerente de sua agência para saber se está adequado ao perfil dos clientes que podem usufruir de benefícios. ''Hoje os bancos querem exclusividade. Se o cliente tem três contas em agências diferentes e aplicações pulverizadas pode ser que para ele seja mais vantajoso trabalhar apenas com um banco, porque ai os descontos podem ser maiores'', exemplifica o assessor.
De acordo com o gerente de mercado da Caixa em Londrina, Carlos Roberto de Souza, todo cliente tem uma tabela progressiva de descontos. Dos cerca de 18 mil clientes em Londrina, pelo menos 16.500 aderiram a cesta de serviço, sem contar as mais de 125 mil cadernetas de poupanças que não têm taxas de manutenção. Segundo Souza, cada aplicação, tempo de conta, saldo médio, débitos em conta, seguros, contam pontos para o cliente que pode ter a conta isenta de qualquer taxa. Além disso, quem conseguir manter um saldo médio de R$ 10 mil, por exemplo, pode ficar isento da taxa de manutenção. ''A maioria opta pelas cestas de serviço, até porque o cliente normalmente não tem só a conta corrente, mas tem seguro do carro, seguro de vida, cartão de crédito entre outros produtos''.
Se por um lado algumas taxas ganham descontos progressivos, por outro há também aquelas que aumentam e, muito. Embora tenha concedido mais prazo e limite, o seguro de proteção contra perda e roubo do Ourocard, (cartão do Banco do Brasil), por exemplo, teve um acréscimo de 50% recentemente, passado de R$ 2 para R$ 3. A assessoria do banco justifica que, desde quando foi criado, o Ourocard não havia sofrido reajuste, mas não explicou porque o prazo e limite não foram concedidos na mesma proporção. O período de cobertura passou de 72 horas para 96 horas e o limite máximo de cobertura de R$ 10 mil para R$ 11,5 mil.

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