Mantega não se compromete com meta de 5%
Brasília - O ministro Guido Mantega (Fazenda) não quis se comprometer com a meta de crescimento da economia de 5% para 2007 alardeada pelo governo após a vitória eleitoral. Em vez disso, preferiu falar que o ano que vem será melhor que este. Segundo ele, o governo trabalha com ''a possibilidade de aproveitar todo o potencial de crescimento que existe. Vamos crescer o que for possível. Certamente será mais do que crescemos em 2006''.
Na mesma linha do ministro de não citar números, o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, disse que o importante é ter condições para elevar os investimentos. ''Não somos obrigados a crescer 5%. Temos que criar condições para melhorar o ambiente do investimento. Aí o crescimento virá.''
A mudança de postura adapta o discurso oficial ao que já pregava o empresariado: só com medidas de incentivo à produção será muito difícil fazer o país crescer 5% em 2007. Essa era a expectativa inicial para 2006, que acabou frustrada. O mercado financeiro espera alta abaixo de 3%.
Para o deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB-PE), presidente da CNI (Confederação Nacional de Indústria), a meta de 5% para o ano que vem é impossível. ''Os constrangimentos que limitam o crescimento da economia brasileira ainda estão presentes. Se começarmos uma agenda correta, de controlar os gastos, produzir desonerações interessantes, recuperando os níveis de investimentos, se perseverar nessa agenda o Brasil poderá crescer de maneira sustentável, a esse nível de 5%, num horizonte de quatro a cinco anos.'' (Folhapress)





