Mantega discute os reflexos da alta do trigo na inflação
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sexta-feira, 09 de maio de 2008
Das agências 
São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se ontem à tarde em São Paulo, com representantes da indústria de trigo para avaliar que impacto a alta de preço do produto no mercado internacional pode causar na inflação doméstica. A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda informou que nenhuma medida para o setor seria anunciada ontem. Segundo a assessoria, o encontro foi solicitado por Mantega e tratava-se apenas de uma ''reunião informal''.
Outros assuntos discutidos entre o governo e o setor produtivo são a carga tributária, a importação de trigo, o aumento dos preços e o crescimento da demanda.
Quando os jornalistas questionaram se havia solicitações mais específicas por parte dos empresários, como por exemplo, a isenção temporária da alíquota de 9,25% do PIS/Cofins, a assessoria de imprensa apenas disse que não daria detalhes do encontro. Quinta-feira, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizou a importação de 1 milhão de toneladas de trigo com isenção total da alíquota do Imposto de Importação (II) para países de fora do Mercosul.
A importação, que deve ocorrer até o próximo dia 30 de junho, é de duas cotas de 500 mil toneladas cada. Entre os representantes da indústria que participaram do encontro estavam o diretor presidente do Moinho Pacífico Lawrence Pih e o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) João Paulo Kosloviski.
Arroz e soja
Aumentos expressivos nos preços de minério de ferro, arroz em casca e soja no atacado levaram à taxa maior da primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de maio - que subiu 1,36%, em comparação com o aumento de 0,33% em igual prévia do mesmo índice em abril. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.
Segundo ele, outros produtos também subiram de forma mais intensa, no setor atacadista - mas as elevações de preços nesses três itens foram determinantes para o fim da queda nos preços das matérias-primas brutas (de -1,60% para alta de 3,92%) dentro do IGP-M.


