Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avalia que o Brasil não precisará tomar nenhuma medida para compensar uma possível desaceleração da economia norte-americana. No entanto, admitiu que o momento exige ''atenção''. ''Não vejo necessidade de nenhuma medida porque o Brasil está bem posicionado no cenário mundial'', afirmou ontem.
Na avaliação do ministro, mesmo com um arrefecimento na economia mundial, o mercado interno tem condições de sustentar a expansão do PIB (Produto Interno Bruto). Ele mantém a aposta em um crescimento em torno de 5% em 2008. Para Mantega, uma desaceleração já era esperada, mas que por enquanto ela está restrita ao setor financeiro. ''Vamos esperar o balanço das empresas em 2007 para ver o tamanho do rombo.'' Acrescentou ainda que os países emergentes são o que têm estimulado o consumo das principais commodities, e por isso há uma elevação dos preços mundiais.
O ministro não classifica ainda o atual período da economia norte-americana como uma recessão, apenas desaceleração. Para que seja configurado uma recessão, ele diz que esse quadro deveria perdurar por três trimestres.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também descartou a necessidade do Brasil de adotar ''medidas de impacto imediato'' para conter as turbulências nos mercados. Ele disse, no entanto, que o Brasil pode necessitar de medidas que possam conduzir o mercado para ''políticas prudenciais'.
''O Brasil pode precisar de medidas como aquelas que tem sido implementadas nos últimos anos, que façam com que a economia continue a funcionar com estabilidade, para que possamos evitar crise no mercado financeiro ou de liquidez ou que possam prejudicar o crescimento econômico'', afirmou.

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