O projeto que veio da Câmara sofreu algumas alterações na Comissão de Educação. Suassuana acha que a matéria deveria passar apenas pela CAE e seguir direto para o plenário do Senado. Manobras de parlamentares fizeram com que o trajeto do texto fosse mais lento. As eleições municipais também transformaram-se em obstáculo para o avanço da lei.
Com os senadores envolvidos nas campanhas das capitais, Suassuna acredita que fica difícil promover reuniões na CAE para debater o projeto. ‘‘Estou aproveitando o intervalo para tentar estabelecer os acordos’’, explicou.
Após passar pelo Senado, o projeto de lei retornará à Câmara dos Deputados. Isso será necessário porque foram feitas mudanças no texto que seguiu da Câmara para o Senado. O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), relator do projeto na Câmara, acredita que tão logo seja concluída a etapa do Senado, o governo deve mobilizar a base parlamentar para a proposta ser transformada em lei.
Para o deputado, o empenho do presidente Fernando Henrique Cardoso é o sinal da defesa do Palácio do Planalto no sentido de que o assunto seja concluído o mais rápido possível.

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