A marcha pelo aumento do salário mínimo – de R$ 151 para R$ 180 – e pelo pagamento da correção dos saldos das contas do FGTS dos planos Verão e Collor 1, promovida pela Força Sindical e pelo deputado federal Luiz Antonio de Medeiros (PFL), saiu ontem, às 9h, de São Paulo com destino a Brasília. Serão percorridos 1.015 km a pé.
À saída da sede da Força Sindical, no centro da cidade, os manifestantes contaram com o apoio político de diferentes partidos. Entre os presentes, Aloizio Mercadante (PT), Luiza Erundina (PSB), Cláudio Lembo (PFL), Arnaldo Jardim (PPS), Roberto Freire (PPS) e o secretário de Trabalho do Estado de São Paulo, Walter Barelli.
Cerca de 150 pessoas marcharam em direção ao Vale do Anhangabaú, onde acamparam. A primeira etapa do trajeto, escoltado pela Polícia Militar, passou pelas avenidas Tiradentes, Santos Dumont e Prestes Maia, sentido marginal Tietê. Não ocorreram acidentes.
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical acompanhou a marcha a pé durante a manhã. ‘‘Esperamos que desta forma o governo se sensibilize’’, disse Paulinho, acrescentando que a marcha começou bem e deverá acabar ainda melhor. Cerca de mil pessoas devem se unir à marcha em Brasília.
No primeiro dia da marcha, a maior dificuldade foi o calor. Ao meio-dia o termômetro marcava 32ºC. Quinze pessoas foram atendidas na ambulância que prestava serviços de pronto-socorro. Apesar do calor, os sindicalistas dizem que nada os deterá e que irão até ao fim. ‘‘O governo vai ter que nos receber’’, disse José Antonio dos Santos, 49, metalúrgico.
O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), disse que se o salário mínimo for reajustado para R$ 180, o governo gastaria mais R$ 3,7 bilhões. O senador cita que para cada R$ 1 real que se aumenta no salário mínimo, tem-se uma despesa de R$ 130 milhões na Previdência Social. Uma das alternativas apontada por ele para para tornar viável o novo salário seria a cobrança de Imposto de Renda (IR) dos fundos de pensão.

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