Brasília Cerca de 200 pessoas do movimento ''Acampamento Nacional Contra os Transgênicos: Pela Soberania do Brasil e Alimentação Saudável'' fizeram manifestação em frente ao Palácio do Planalto contra a possibilidade de liberação oficial de plantio e comercialização de produtos geneticamente modificados no País.
O protesto coincidiu com o horário da audiência do governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto (PMDB) e bancada gaúcha com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir projeto de biossegurança, a ser encaminhado pelo governo ao Congresso regulamentando a questão dos transgênicos no País.
Os manifestantes decidiram ir para a praça porque o governador Rigotto vem pressionando o governo federal a liberar o plantio de soja transgênica no Rio Grande do Sul a tempo de os produtores gaúchos iniciarem o plantio da safra em outubro.
Os integrantes do movimento defendem mais pesquisas e pretendiam entregar uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo para que não liberasse os transgênicos no Brasil. Alguns deles tentaram atravessar a rua, que separa a Praça dos Três Poderes do Palácio do Planalto, mas foram contidos por policiais militares.
Do ''Acampamento Nacional contra os Transgênicos'' fazem parte o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a Via Campesina e o Movimento dos Atingidos por Barragens, entre outros. Os integrantes do movimento estão acampados no camping perto do Autódromo Nelson Piquet, em Brasília, desde o dia 12 e pretendem ficar na capital até 17 de outubro. Segundo a assessora do MST e da Via Campesina, Sal Freire, o acampamento pode ser transferido para frente do Planalto, caso Lula ceda à pressão dos gaúchos.

mockup