Foz do Iguaçu - O Programa de Manejo Integrado de Pragas de Grãos Armazenados (MIP Grãos) impediu o aparecimento de insetos em complexos do Paraná e Santa Catarina, primeiros Estados a receber o projeto piloto. O resultado foi apresentado ontem no 5º Simpósio de Grãos Armazenados Sul e Sudeste, em Foz do Iguaçu.
A iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é desenvolvida em três cooperativas catarinenses e oito paranaenses - a maioria da região Norte do Estado, onde é comum o surgimento de pragas. Segundo o projeto, 90% das pragas estão na estrutura armazenadora e outros 10% vêm da lavoura.
''O trabalho é preventivo e de monitoramento. Nós orientamos a limpeza de armazéns, de máquinas, de frestas, de todos eventuais focos de pragas'', explicou Irineu Lorini, coordenador do projeto. Conforme ele, embora simples, essa prática não é adotada pelos armazenadores do País.
A medida permitiu ganhos de até US$ 10,00 por tonelada de trigo imune de inseto, informou Lorini. Além disso, é possível obter um maior tempo de armazenamento, sem obrigar o empresário a apressar a venda por causa do aparecimento de pragas nos depósitos.
Os prejuízos pós-colheita acontecem principalmente na armazenagem e no transporte de grãos. Dados do Ministério da Agricultura revelam que as perdas com armazenamento somam 10% do total colhido. O índice representa 9,8 milhões de toneladas de grãos inutilizados por ano.
O simpósio também marcou o lançamento do livro ''Armazenagem de Grãos''. O título tem 34 capítulos, mil páginas e foi escrito por 46 especialistas de diferentes instituições. Mais informações sobre a obra na Embrapa Trigo de Passo Fundo (RS), pelo telefone (054) 311-3444.

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