O Brasil tem dois bilhões de pés de café em produção que consomem uma média de 160 mil toneladas de nitrogênio ao ano. A maioria dos produtores costuma aplicar cerca de 80 quilos de nitrogênio em cada hectare, o que significa, atualmente, gasto superior a R$ 340 milhões.
''O nitrogênio é o produto mais caro da adubação do cafezal. Representa cerca de 40% dos custos'', disse o pesquisador Júlio César Dias Chaves, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Ele recomenda aos produtores adotar um manejo da fertilização dos solos com base no ciclo de maturação dos frutos.
A aplicação de nitrogênio na lavoura deve ser feita de acordo com o ciclo de maturação da variedade que está sendo utilizada, ao contrário de adubar tudo de uma só vez, como os produtores costumam fazer.
O manejo que tem se mostrado mais eficiente, segundo os resultados da pesquisa de Chaves, é a antecipação da adubação nas plantas precoces e deixar para depois a aplicação que vai beneficiar as mais tardias. Esta prática pode trazer uma economia de até 15% na utilização desse nutriente.
Outro benefício que o produtor pode ter é na qualidade do grão, que vai resultar em café de melhor bebida e com sementes mais graúdas.

mockup