A professora do curso de pós-graduação em Ciência de Alimentos, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Adelaide Beléia, disse esta semana que o caminho do setor da mandioca é investir em tecnologia para manter padrão de qualidade e expandir nos mercados típicos da sua cultura e desvinculados da farinha de trigo. ''Como exemplo, podemos citar o pão de queijo, que tem sido muito apreciado pelo mercado internacional, e que usa polvilho derivado da mandioca'', afirmou. ''É importante investir na qualidade e a produção precisa ser sistematizada para garantir mercado'', destacou a professora, que informou que atualmente há poucas indústrias que produzem polvilho e que estas não conseguem manter padrão de qualidade por falta de investimentos em tecnologia.
Segundo o pesquisador Pizzinatto, uma das mais importantes aplicações futuras da fécula será a sua inclusão na produção de plásticos biodegradáveis. Nesse caso, ter-se-á um grande mercado potencial representado pela Europa, Estados Unidos e Japão (grandes consumidores de embalagem), onde as embalagens não degradáveis representam hoje um sério problema. (A.P.N.).

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