Mandarová ameaça mandioca no Noroeste
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quarta-feira, 12 de novembro de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Dorico da SilvaVoracidade totalPlanta atacada por mandarová em Paranavaí. Disseminação da doença preocupaO clima quente e úmido está favorecendo o ataque de lagartas mandarová nas lavouras de mandioca da região Noroeste. Ao contrário dos outros anos, quando a infestação do inseto ocorria em manchas localizadas, agora as lagartas têm aparecido em praticamente todos os pontos da área plantada. Por enquanto, os técnicos da extensão rural ainda não mediram os prejuízos, mas existe muita preocupação dos produtores em relação às perdas que a praga pode ocasionar.
O presidente da Associação das Indústrias de Derivados de Mandioca do Paraná, Demerval Silvestre, que também é produtor, diz que o ataque tem sido muito rápido devido às condições do clima. Além do calor e a umidade elevada agora, ele acredita que o inverno pouco rigoroso contribuiu para o crescimento da população de mandarová. Em algumas áreas, segundo Silvestre, os produtores estão tentando controlar a praga com baculovírus ou agroquímicos. Mas existem lavouras cuja perda pode ser total, diz.
Poda Onde a lagarta chegou a atacar a rama, a saída é a poda da planta a cerca de 20 a 25 centímetros do solo. Com isso, explica Silvestre, é possível evitar perdas maiores e preservar as raízes para a próxima safra. Ele diz que o ataque tem sido rápido, com a lagarta ocupando grandes áreas em quatro ou cinco dias.
O chefe do núcleo da Secretaria de Agricultura de Paranavaí, João Álvaro Silveira, diz que a recomendação é o uso do baculovírus no combate a lagarta mandarová. Ele explica que o tratamento biológico preserva os inimigos naturais da praga, o que vai garantir um controle maior no próximo ataque. Usando agroquímicos, o produtor acaba com todo tipo de inseto na lavoura, e a lagarta adulta se encazula, mas depois coloca em média 300 ovos, que vão gerar uma nova geração de mandarovás.
Na região de Paranavaí, onde existem 300 mil ha de mandioca, Silveira acredita que a lagarta ainda não tenha causado dano econômico. Mas é preciso prevenir combatendo a praga, alerta. Ele diz que parte dos produtores optou pelo uso do baculovírus, o que tem sido positivo para eliminar as lagartas antes da fase adulta. Alguns produtores têm preparado o próprio inseticida natural, diz ele.


