A pouco mais de 24 horas para o início do leilão de privatização do Banestado, na Bolsa de Valores do Paraná, políticos, sindicalistas e funcionários do banco tentam dar a última cartada para conseguir evitar a venda. A esperança está num mandado de segurança ajuizado pelo advogado Romeu Bacellar, em nome dos três senadores paranaenses Roberto Requião (PMDB), Osmar Dias (PSDB) e Alvaro Dias (PSDB). Há ainda outras sete ações e pedidos de liminar que pedem o cancelamento do leilão ou apontam irregularidades no processo de venda. Não há previsão para que essas ações sejam julgadas ainda hoje.
O governo do Estado diz estar tranquilo. ‘‘Fizemos tudo certo no processo, por isso não houve nenhuma liminar’’, disse o secrertário da Fazenda, Giovani Gionédis, na semana passada, quando confirmou a data do leilão. O Estado está com sua equipe jurídica preparada para o caso de ter de rebater qualquer decisão judicial.
O leilão do Banestado será às 10 horas de amanhã na Bolsa de Valores do Paraná, que fica na Marechal Deodoro, centro da cidade. Prevendo manifestações de sindicalistas e funcionários o governo montou um esquema especial de segurança. Na terça-feira passada, o chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, se reuniu com o secretário de Segurança, José Tavares, para acertar os detalhes do policiamento que haverá próximo à Bolsa. ‘‘Temos de reforçar a segurança’’, afirmou Alceni Guerra. Somente terão acesso à Bolsa as pessoas previamente credenciadas.
Os bancos pré-identificados para disputar o Banestado terão de entregar suas propostas em envelope fechados. Caso o preço entre as duas maiores ofertas tenham diferença de 20% entre elas o processo vai para o viva-voz.
O Banestado irá a leilão pelo preço mínimo de R$ 434 milhões, valor que foi definido após um trabalho de modelagem e precificação feito pelos bancos Fator e Credit de France. Quem comprar o banco estará levando também as demais empresas que formam o Conglomerado, com exceção da Reflorestadora que foi incorporada pelo Estado por ser uma empresa deficitária na época do saneamento. O Banco del Paraná, instituição financeira do Banestado no Paraguai, também irá para o comprador do banco.

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