Quando se fala em shopping center, quase sempre se pensa em algo grandioso e abrangente em termos geográficos. Mas este não é exatamente o perfil do Mandacaru Boulevard, um shopping relativamente pequeno em comparação com outros empreendimentos do gênero, mas com a vantagem de estar localizado em uma das regiões de maior desenvolvimento sócio-econômico de Maringá, a Zona Oeste. Este é o primeiro shopping da região e um dos primeiros do Brasil a adotar o conceito de vizinhança. A inauguração está marcada para o dia 2 de maio.
Um estudo de viabilidade para implantação do projeto constatou que há predominância da classe média nos bairros próximos em um percentual que supera os índices da própria cidade, inclusive o nível cultural da população vizinha que é 15% maior. ''O crescimento qualitativo nesta região da cidade é excelente e isso é bastante significativo. Nós temos uma população que vai frequentar o shopping diariamente ou semanalmente, com um nível econômico e um nível cultural bem acima da média'', afirma o superintendente do novo shopping, Artur da Costa Fernandes Filho.
Ele explica que o modelo de shopping adotado em todo o mundo tem por base o mesmo formato, o que deixa estes centros de compras muito parecidos. Por isso, o Mandacaru Boulevard foi concebido com um conceito diferente, o lifestyle. Entre as diferenças, Fernandes destaca que o local é de fácil acesso, o centro gastronômico tem mobiliário mais confortável - ao contrário do gênero fast-food; há o estacionamento climatizado para os carrinhos com mercadorias do supermercado, e o banheiro de família, onde os pais podem acompanhar seus filhos ou filhas pequenos, sem constrangimento. ''É um local onde as pessoas podem se encontar, se sentir mais à vontade, comprar o que querem em um ambiente agradável e também de um bom nível''.
O superintendente afirma que, de acordo com estudos, a permanência das pessoas neste tipo de shopping é 30% maior que nos empreendimentos convencionais, o que permite uma rentabilidade maior em torno de 12 a 15%. ''Hoje, a descentralização do comércio já é uma realidade; o centro da cidade não é mais o local adequado de compras para as classes média e alta. As pessoas não suportam mais o congestionamento no trânsito, a falta de vagas nos estacionamentos e a falta de segurança'', diz Fernandes.
Ele também faz questão de destacar que o formato adotado na praça de alimentação é uma inversão de valores ao modelo predominante. ''O sistema fast-food tem o mobiliário básico padrão, que não é confortável; é preparado para que a pessoa desocupe rápido o lugar para outro. Essa é uma receita de sucesso, mas vamos inverter essa curva para que a pessoa consuma mais. Nós temos aqui uma população adulta, madura e produtiva, que está trabalhando e tem dinheiro. Em virtude disso, você vem, senta, bate papo, saboreia uma comida de melhor qualidade; enfim, você agrega valor a essa comida''.

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