O proprietário do Posto Manancial, Ilson Gomes de Lima, assinou ontem um termo de compromisso de ajustamento de conduta junto ao Ministério Público Federal, comprometendo-se a vender a gasolina e o álcool com margens de lucro entre R$ 0,12 e R$ 0,18 sobre o preço de compra. A limitação máxima, que anteontem tinha sido anunciada pelo Ministério Público em R$ 0,17, foi alterada depois de conversas do procurador da República, Mário Ferreira Leite, com alguns donos de postos de Londrina.
''Eles disseram que precisavam de uma margem maior'', contou Leite, que espera a adesão de outros estabelecimentos do município. ''O empresário que aderir ao acordo deixará de ser réu na ação civil pública proposta pelo Ministério contra cerca de 160 donos de postos da cidade, há cerca de um mês, por formação de cartel.''
Desde ontem, o Posto Manancial está vendendo gasolina por R$ 1,73 e álcool por R$ 0,94. Ontem pela manhã faltou gasolina no posto. ''Fazia tempo que não havia tanta fila'', disse Gomes de Lima. Segundo ele, o posto está vendendo cerca de cinco mil litros de combustíveis por dia. Até semana passada, quando comercializava gasolina por R$ 1,80 e o álcool por R$ 1,01, a média de venda era de dois mil litros de combustíveis/dia.
O diesel também faz parte do termo de ajustamento, podendo ser vendido com uma margem de lucro máxima de R$ 0,09. A multa para o descumprimento do acordo é de R$ 500 por dia. ''O termo não quer legalizar o cartel. Tanto, que se formos assinar com outros postos vamos colocar uma cláusula proibindo a prática de um preço único'', disse o procurador Mário Ferreira Leite. ''O preço ao consumidor deve ser diferenciado porque cada posto tem o seu preço de custo'', afirmou. No termo, o dono do posto também se compromete a vender combustível de qualidade(C.L.)

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