O delegado Sérgio Nunes Gomes estima que cerca de 5% das declarações da Londrina algo em torno de 8 mil serão retidas na malha fina neste ano. ''É bom que as pessoas fiquem sabendo que não há influência direta da análise humana para que umas declarações sejam pegas na malha fina e outras não. Esta seleção do que é retido ou não para posterior averiguação ocorre automaticamente, pelo computadores que estão programados com base em alguns parâmetros'', diz Nunes.
Os principais parâmetros que levam uma declaração a ser retida na malha fina são: não indicação de uma fonte de redimento; exagero no valor da dedução com despesas médicas; exagero no valor das doações com incentivos fiscais que dão direito a restituição; preenchimento errado de dados pessoais como nome da mãe ou data de nascimento; e empresas que não apresentam a lista completa de seus funcionários que tiveram retenção na fonte.
Segundo Nunes, dos que caem na malha fina cerca de 70% são de contribuintes que tinham originalmente direito à restituição de imposto. Eles são comunicados do fato através de correspondência com AR, que garante o sigilo, e passam a ter um prazo para apresentar os documentos requeridos e usar seu amplo direito de defesa. ''Em geral, 95% dos casos retidos pela malha fina não são de fraude ou sonegação, mas sim de erros e problemas no preenchimento das declarações. São falhas rapidamente sanadas e os contribuintes passam a ter o direito à restituição nos lotes seguintes'', afirma o delegado da RF.

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