O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse ontem no seminário ‘‘Brasil e Portugal – Uma aliança de Negócios’’, em Lisboa, que existem quatro riscos para a economia brasileira hoje. O primeiro seria o risco do contexto internacional, ligado à desaceleração da economia norte-americana e à incerteza ao setor financeiro e à estagnação no Japão; bem como seus impactos sobre a União Européia, que baixou a previsão de crescimento. A superação destas incertezas é mais importante, segundo Malan, do que os problemas de uma economia ‘‘específica’’, seja a da Turquia, a da Indonésia ou a da ‘‘nossa vizinha’’ Argentina.
As respostas a estes riscos, segundo o ministro, são a taxa de câmbio flutuante, que funciona como amortecedor das pressões externas, a elevação do esforço de superávit primário de 2,7% para 3% do PIB em 2002 e o aumento das taxas de juros nas duas últimas reunião do Copom.
Política interna: o segundo risco para a economia brasileira citado por Malan foi o da política interna, seja este um risco ‘‘real ou percebido’’. As turbulências no Senado, segundo Malan, podem comprometer o andamento dos projetos no Congresso Nacional. No entanto, o ministro lembrou que foram aprovadas recentemente a Lei das S.A. e a lei para fundos de pensão. ‘‘Havemos de superar estas turbulências’’, disse.
Segundo Malan, estas turbulências podem ser ‘‘mais percepções do que problemas reais’’, mas admitiu que as percepções podem sempre ter ‘‘um fundo realidade’’.
O terceiro risco, segundo Malan, tem a ver com as eleições de 2002, que o eleitor possa eleger uma administração que apresente risco de ruptura. ‘‘Esta percepção existe, às vezes estimulada por alguns dos possíveis candidatos. O problema é que, numa economia moderna, de mercado, estes problemas são sempre antecipados’’, advertiu.
O quarto risco, segundo Malan, é que este governo cometa um erro grave, que dê um ‘‘tiro no p钒. Porém, Malan disse que os quatro riscos que citou são administráveis.

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