Executivos de bancos privados franceses ficaram contrariados com a decisão do FMI de apoiar a política cambial brasileira em lugar de exigir uma desvalorização do real como preço para o acordo anunciado na semana passada. Na Alemanha, a crise russa já custou bilhões aos bancos e os tornou avessos a riscos. E o mais importante jornal financeiro da Inglaterra, ‘‘The Financial Times’’, resumiu ontem, no artigo ‘‘O Último Tango no Rio’’, o ceticismo de muitos sobre o sucesso do pacote.
Depois de ter obtido uma reação positiva dos americanos ao convite que lhe fez em Nova York, anteontem, para que voltem a apostar no Brasil, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, deverá encontrar platéias mais reticentes na fase européia da turnê que está fazendo para explicar o pacote e a expectativa da participação dos investidores no financimento do déficit externo. Sem ela, as contas não fecham.
Malan iniciou seus contatos na Alemanha com um encontro ontem com o novo ministro das Finanças da Alemanha, Oskar Lafontaine. Hoje ele encontra-se com banqueiros pela manhã e conversa, à tarde, com o presidente do novo Banco Central Europeu, Win Duisenberg, e o chefe do BC alemão, Hans Tietmeyer.

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