Malan teme superaquecimento nos EUA
Malan teme superaquecimento nos EUA
Arquivo FolhaAlicerceO ministro Pedro Malan, que participu da reunião anual do FMI: Os Estados Unidos continuam a ter um papel crítico para sustentar a economia mundialO ministro da Fazenda, Pedro Malan teme o risco de superaquecimento das economias industrializadas em especial, dos Estados Unidos e o surgimento de bolhas nos mercados de ativos, como ações. Os Estados Unidos continuam a ter um papel crítico para sustentar a economia mundial, enfatizou. Caso se confirmem as expectativas de desaquecimento na economia norteamericana, o mais importante é que ela seja suave, para não prejudicar o fluxo de recursos para os países em desenvolvimento.
As afirmações foram feitas no mais importante dos foros do Fundo Monetário Internacional (FMI) o Comitê Interino. Esse comitê reúne 24 países, entre eles os mais ricos, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália e Inglaterra. Está em discussão o fortalecimento do Comitê Interino, para que ele ganhe funções executivas, em vez de ser como até agora um orgão de assessoramento do board de diretores do FMI.
Políticas de prudência para o setor financeiro terão um papel importante no ordenamento e no êxito da liberalização das contas de capital, e na redução da vulnerabilidade de uma economia aos choques externos, assinalou ainda Malan. A globalização e a integração dos mercados financeiros contribuem para que os recursos movam-se rapidamente para as regiões relativamente mais dinâmicas.
Em linha com as discussões que dominam a 54ª reunião do FMI, em Washington, Malan afirmou que é preciso ter em mente a complexidade das ligações entre a economia e as finanças e os mecanismos de transmissão política entre as regiões. Supervalorização dos ativos e deterioração da conta corrente externa têm ocorrido tanto em países emergentes quando em economias maduras, observou.





