Malan quer solução para salvar Encol, diz Cutolo
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Agência Estado Brasília 
Arquivo FolhaLastroSérgio Cutolo, da CEF: número de mutuários da Encol favorece acordoO ministro da Fazenda, Pedro Malan, está empenhado em achar uma solução para a Encol, garantiu ontem o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Sérgio Cutolo. De acordo com ele, a preocupação de Malan está relacionada com os 42 mil mutuários que a empresa tem e que, no caso do acordo não ser implementado, correm sério risco de perder, pelo menos em parte, a poupança que fizeram para comprar a casa própria.
Cutolo também desmentiu a informação de que o Banespa teria saído do acordo, mas admitiu que o banco paulista, sob administração de um conselho diretor nomeado pelo Banco Central, está tendo dificuldades em se enquadrar em uma das três modalidades de apoio previstas para salvar a empresa. O presidente da CEF fez questão de esclarecer que o acordo não prevê aporte de recursos para a empresa. O financiamento, segundo ele, é direto para o mutuário final, que deixa de ser mutuário da empresa e passa a ser mutuário do agente financeiro.
A posição do Banespa, de encontrar uma solução para permanecer no pool de bancos para viabilizar a Encol, foi reafirmada pelo diretor para Assuntos da Dívida Pública e Saneamento do Sistema Financeiro Estadual do BC, Paolo Zaghen. Segundo Zaghen, o conselho que administra o Banespa tem plena autonomia para decidir a questão. O que está pegando, segundo Zaghen, é o crédito tributário.
O acordo feito pela Encol com os bancos, em maio deste ano, prevê três tipos de adesão. No primeiro, o banco adianta algum recurso para a retomada das obras paralisadas. No segundo, a instituição financeira suspende por três anos a execução judicial da dívida da Encol, refinanciando o montante em oito anos. No terceiro, apenas a execução da dívida é sustada por um período de três anos.
O problema para a adesão do Banespa, de acordo com Zaghen, é que o refinanciamento da dívida implicará pagamento do imposto correspondente. Isto porque o débito, não quitado pela Encol, sai do crédito de liquidação duvidosa e passa para a coluna de créditos a receber.


