Arquivo FolhaCenário promissorO ministro Pedro Malan: haverá ‘‘redução abrupta’’ no déficit este anoO ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse ontem a investidores canadenses que haverá uma ‘‘redução abrupta’’ no déficit em transações correntes em 98. Além disso, segundo ele, mais da metade do rombo nas contas externas neste ano será financiado por investimentos estrangeiros diretos (destinados à produção).
Em 1997, o déficit em transações correntes brasileiro ficou em 4,2% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas pelo país), conforme divulgou hoje o Banco Central. Malan não especificou o que significa ‘‘queda abrupta’’ desse déficit.
Mas é possível deduzir que o ministro se refere aos efeitos da alta dos juros, anunciada em outubro passado, e do pacote fiscal editado no mês seguinte. A combinação das duas medidas significará retração da economia e, consequentemente, menos importações e gastos com transportes, fretes e viagens internacionais.
O buraco nas contas externas foi de US$ 33,842 bilhões no ano passado e 50,37% deste valor, ou US$ 17,048 bilhões, foi financiado por investimentos estrangeiros diretos. Segundo o ministro, as privatizações elevarão a entrada de investimentos diretos no país, principalmente por meio dos setores de telecomunicações e energia.
Apesar dos déficits fiscal e em transações correntes, Malan afirmou que não haverá desvalorização cambial. ‘‘Não haverá nem máxi nem mini, nem voltaremos aos protecionismo’’, disse.

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