SÃO PAULO - As importações em novembro vão ser expressivamentes inferiores às de outubro, quando atingiram o recorde no ano, previu ontem o ministro da Fazenda, Pedro Malan, durante seminário sobre perspectivas para 1997. Ele se recusou no entanto a adiantar quanto será essa queda.
Para o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros, que também participou do seminário, a queda das importações em novembro é reflexo de uma provável antecipação de compras de natal em outubro. Tradicionalmente as importações crescem no último trimestre por causa das vendas do fim de ano e, na opinião do secretário, essa sazonalidade foi antecipada.
Segundo Malan, no entanto, o déficit nas contas correntes não é tão preocupante porque o País tem como financiá-lo. Ele lembrou que esse ano o ingresso de capital externo deve chegar a US$ 8 bilhões. ‘‘Não é capital volátil, não é capital de curto prazo, é aposta no Brasil’’, afirmou.
Crescimento O Natal este ano será entre 3% e 4% melhor do que o do ano passado, na previsão das autoridades econômicas. Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros, o crescimento das vendas de fim-de-ano devem acompanhar a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) no ano, previsto entre 3% e 4%.
Para o secretário, a inadimplência deve crescer pouco nos
próximos meses, e os consumidores tendem a poupar. ‘‘Isso os indicadores da economia já vêm mostrando’’, afirmou o secretário.

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