Otávio Magalhães/Agência Estado
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‘Podia ser pior’O ministro Pedro Malan: fatores sazonais elevam a taxa de desemprego de fevereiroO ministro da Fazenda, Pedro Malan, admitiu ontem que a taxa de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro poderá ser mais elevada. Malan afirmou que a elevação poderá ocorrer por conta de fatores sazonais e reconheceu que a taxa reflete também as medidas econômicas promovidas pelo governo por causa da crise asiática. ‘‘Mas a situação estaria pior se não fossem essas medidas’’, ressalvou.
Em janeiro, segundo o IBGE, o desemprego no Brasil obteve a nona maior taxa da história e a segunda mais alta em um mês de janeiro desde o início da série pesquisada pelo instituto. A taxa de desemprego aberto no primeiro mês do ano ficou em 7,25%, muito superior aos 4,84% registrados em dezembro de 1997, e representa um acréscimo de 439 mil pessoas à procura de trabalho. Na segunda-feira o IBGE divulgará os dados de fevereiro.
Sobre a elevação da taxa de desemprego medida pelo Dieese, divulgada ontem, Malan afirmou que os 17,2% já eram esperados e refletem apenas o desemprego na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo Malan, no mês passado a taxa do Dieese não foi tão elevada quanto a do IBGE. Ele lembrou também que a metodologia desta pesquisa é diferente da do IBGE.
Ontem o IBGE divulgou a taxa de emprego industrial em janeiro, que continuou apontando queda. Entre dezembro do ano passado e janeiro, o corte nos postos de trabalho foi de 0,8%. É a sétima queda consecutiva, o que resultou em uma perda acumulada de 7,3% entre janeiro deste ano e junho de 1997. Desde outubro, quando a economia passou pelos solavancos provocados pela crise asiática, o recuo chegou aos -8,1%. Segundo o IBGE, as taxas observadas neste tipo de confronto vêm se tornando piores nos últimos meses. No acumulado dos últimos 12 meses, o emprego industrial teve uma redução de -5,9%.

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