O ministro da Fazenda, Pedro Malan, adiou seu embarque para Washington (EUA), onde participaria da reunião conjunta do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, para a noite de terça.
Em princípio, ele viajaria hoje à noite. A assessoria de imprensa do
ministro informou que o adiamento se deve a compromissos em Brasília. O
embarque de volta ao Brasil está previsto para a noite do próximo dia 8 de outubro.
A expectativa é que, ao longo desse período, o FMI, o Banco Mundial, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e instituições privadas acertem a formação de um fundo ao qual os países latino-americanos mais afetados pela crise internacional - principalmente o Brasil - poderão recorrer. O ministro deverá participar das reuniões do FMI na quarta-feira e na quinta. No dia seguinte, fará uma exposição em um seminário promovido pelo The Wall Street Journal em Nova York.
No sábado, estará na reunião dos ministros da área econômica do G-24, o
grupo dos 24 principais países emergentes. No domingo, dia das eleições no Brasil, Malan participará da reunião do Comitê Interino do FMI. Em
princípio, estará presente nas assembléias do FMI na semana seguinte. Duas importantes reuniões, entretanto, ainda não estão agendadas. Uma delas é a 2ª Reunião do G-7, o grupo dos países mais industrializados do mundo, mais os emergentes convidados, entre os quais o Brasil. O outro compromisso é a reunião dos ministros de Economia da América Latina, Canadá e EUA.
O ministro viaja acompanhado do secretário de Assuntos Internacionais,
Marcos Caramuru, e do chefe de gabinete, João Batista Guimarães. Mas, para as negociações relacionadas com a ajuda ao Brasil, Malan deverá receber ajuda adicional do secretário de Política Econômica, Amaury Bier, do presidente do Banco Central, Gustavo Franco, e do diretor de Assuntos Internacionais do BC, Demósthenes Madureira de Pinho Neto.

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