O ministro Pedro Malan (Fazenda) disse ontem que o acordo brasileiro com o FMI acaba no dia 1º de dezembro. ‘‘Que eu saiba, não tem conversa para renovação’’, disse. O acordo foi firmado no final de 1998 com o FMI (Fundo Monetário Internacional), Bird (Banco Mundial) e outros organismos internacionais.
Malan disse que não tem nada a ‘‘especular’’ sobre o futuro do relacionamento do governo com o organismo internacional. De acordo com o ministro, o governo está cumprindo o seu objetivo, que não são mais essas três letras (FMI). ‘‘Para nós, as três letras mais importantes são LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que são nossos objetivos de política fiscal’’, afirmou.
Ontem, Malan assinou contrato do empréstimo de US$ 757 milhões com o Bird. A operação foi aprovada em janeiro deste ano pela instituição de crédito internacional, mas o acordo foi assinado somente agora porque houve uma demora na aprovação pelo Senado.
Os recursos deverão entrar diretamente nas reservas cambiais na próxima quinta-feira, sem impacto direto no mercado de câmbio. O dinheiro servirá para financiamento do balanço de pagamentos brasileiro e não tem relação com o acordo firmado com o FMI em 1998.
Além destes recursos, o Bird também já aprovou, no mês passado, mais um empréstimo de US$ 404 milhões para o Brasil. A operação, entretanto, ainda tem de ser aprovada pelo Senado. Segundo o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Caramuru, outro empréstimo, de US$ 850 milhões, pode ser aprovado pelo Bird em 2002, ou até mesmo neste ano, para o Brasil.
À exemplo das duas operações aprovadas pela instituição de crédito internacional, esta operação também serviria para o país financiar o seu balanço de pagamentos.

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