O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou que o programa do racionamento de energia estará resolvido ‘‘num prazo relativamente breve’’. Mas evitou especificar uma data ‘‘para não dar manchetes desnecessárias’’. Ele rebateu as críticas de que um dos motivos para a atual crise energética seria o fato de o governo não ter investido o necessário no setor elétrico.
Segundo ele, desde os governos militares sabe-se que a situação é crítica e este teria sido o principal motivo para referendar os projetos das usinas nucleares e também a construção do gasoduto Brasil-Bolívia. ‘‘De 1990 a 94 foram investidos no sistema Eletrobrás R$ 2,5 bilhões por ano. De 95 a 2000, a média anual de investimentos foi de R$ 2,7 bilhões e, de 98 até agora a média foi elevada para R$ 3,4 bilhões’’, afirmou ontem, em encontro promovido pela Câmara de Comércio Britânica.
Malan afirmou que os investimentos estrangeiros no Brasil no primeiro quadrimestre deste ano somaram US$ 6,8 bilhões. No mesmo período do ano passado, o volume havia sido de US$ 8,3 bilhões. E no primeiro quadrimestre de 99, de US$ 9,9 bilhões. O ministro considerou que, apesar da queda, os recursos demonstram a confiança do investidor externo na economia brasileira. (AE)

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