O acordo com o FMI vai evitar uma recessão no próximo ano, segundo o presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Mas o dinheiro do Fundo não garante que o País estará inume às turbulências internacionais, admitiu o ministro da Fazenda, Pedro Malan. ‘‘Sem esse esforço do ajuste fiscal, haveria mais pressão no câmbio, nos juros e um desempenho econômico que, possivelmente, nos levaria à recessão’’, afirmou Fraga.
Segundo Malan, o País deve crescer 3,5% no próximo ano. Para este ano, ele estima um crescimento de 2,8%. Malan, no entanto, disse que ‘‘não existe nenhum país no mundo que seja imune às turbulências’’. Segundo ele, o acordo com o Fundo apenas reduz as incertezas e a vulnerabilidade do Brasil.
A aposta do governo ao assinar o acordo é aumentar a confiança do mercado para poder retomar a política de reduções das taxas de juros, variável fundamental para crescimento econômico.
O economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Uziel Nogueira, que mora em Buenos Aires, considera o acerto com o Fundo a melhor opção. Mais cético, o economista da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo diz que, ao cortar gastos num ambiente de desaceleração econômica, existe a possibilidade de a crise interna se aprofundar.

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