Malan explicará acordo com FMI
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Agência Folha<BR>De Brasília 
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e o ministro Pedro Malan (Fazenda), depõem na próxima terça-feira na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal. O assunto do depoimento é o novo empréstimo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que envolve a quantia de US$ 15 bilhões. O programa começa em setembro deste ano e vai até o final do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em contrapartida ao empréstimo, o governo brasileiro se comprometeu a intensificar o esforço fiscal para este ano e para 2002. Para este ano, o setor público consolidado terá de economizar R$ 40,2 bilhões (3,35% do PIB) para o pagamento de juros da dívida pública e, em 2002, R$ 45,7 bilhões (3,5% do PIB).
Grande parte das discussões da próxima terça-feira deve se dar em torno da meta de inflação deste ano, que, segundo a versão do governo, continua sendo de 4%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. O que ocorre é que com o FMI o governo estabeleceu um cenário de acompanhamento da inflação mais frouxo, tendo como perspectiva central 5,8% neste ano sob o argumento de que é mais realista. Esta previsão também conta com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais.


