Malan espera inflação de 7% em 97
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de dezembro de 1996
Agência Estado<br> de Brasília 
O ministro da Fazenda, Pedro Malan traçou um cenário otimista para o ano de 1997 e, com base em avaliações do mercado financeiro, falou da possibilidade de uma inflação média de 7% no próximo ano. Se isto se confirmar, serão dois anos consecutivos de inflação média inferior a 10%, o que só aconteceu nos anos de 1951 e 1952, sustentou o ministro.
Ele descartou qualquer possibilidade de alterações na política cambial e criticou o açodamento daqueles que comparam a cada dia, semanalmente ou mensalmente o resultado das contas externas. Não vou responder ao açodamento de alguns com uma maxidesvalorização, disse em tom firme, numa demonstração de força de que, se depender da atual equipe econômica, a política cambial fica exatamente como está, com a correção da taxa de câmbio a partir de critérios do governo e não por pressão do mercado.
As declarações do ministro, durante café da manhã com jornalistas, foram no sentido de marcar a posição da equipe, principalmente ao ponto de maior atenção: as contas externas. Malan não admite que o déficit comercial de US$ 3,7 bilhões até novembro ou o de US$ 19,3 bilhões nas contas correntes do País seja preocupante.
Isto não preocupa, repetiu várias vezes lembrando que o total de investimentos externos que ingressou no País até novembro, cerca de US$ 7,7 bilhões, já financiou 40% do déficit em contas correntes. Ele falou também que este déficit, um reflexo do excesso de investimentos na economia, deve ser equacionado com o aumento da poupança privada e o controle do déficit público.


