Malan e Fraga pedem crédito nos EUA
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domingo, 25 de agosto de 2002
Agência Estado 
Brasília O ministro da Fazenda, Pedro Malan, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, começam hoje em Nova York uma rodada de encontros com representantes dos maiores bancos do mundo. Vamos lá para mostrar os números do Brasil, diz o diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo.
Cuidadoso ao comentar a missão, Figueiredo disse que o País está em um momento adverso, apertado, volátil, mas não há risco de ruptura; o que eu estou falando não é o que eu acho, estou falando de números.
A viagem a Nova York é mais uma etapa do esforço de convencimento do governo brasileiro, dirigido aos credores e investidores internacionais, de que o risco Brasil refletido no valor dos títulos externos do País está exagerado.
É exatamente por esta razão que a equipe econômica brasileira está em meio a uma ofensiva para desmontar a crescente percepção internacional estampada recentemente em um editorial do Financial Times de que o País corre um sério risco de entrar em default (moratória) das suas dívidas externa e interna.
O objetivo final do governo é conseguir convencer os bancos internacionais a afrouxarem o torniquete de crédito comercial ao Brasil, com redução de linhas e encurtamento de prazos. Este aperto não impede o País de exportar o saldo comercial brasileiro vem crescendo velozmente mas eleva a taxa de câmbio, dificultando o equilíbrio macroeconômico.
Figueiredo observa, porém, que o Brasil está passando por um grande ajuste das contas externas, de uma magnitude provavelmente maior do que a do ajuste de 1999. No setor externo, ele continua, o próximo governo vai pegar um País muito mais forte.


