Arquivo FolhaBateu, levouMalan disse que quem critica o governo pela falta de resultados na área social é ‘‘demagogo’’ e ‘‘charlatão’’O governo reconhece que há problemas nas contas externas do País, mas eles serão resolvidos ‘‘ao longo do tempo, em meses e anos’’, disse o ministro da Fazenda, Pedro Malan, ao discursar ontem na abertura do 2º Congresso Brasileiro de Municípios. A decisão de limitar os financiamentos às importações foi uma demonstração do que pode ser feito nesse período, comentou.
Segundo o ministro, o mesmo prazo - ‘‘meses e anos’’ á- será necessário para se obter a completa adaptação do sistema financeiro à estabilidade. Malan acusou de ‘‘demagogos’’ e ‘‘charlatães’’ os que criticam o governo pela falta de resultados na área social. O governo dá prioridade ao controle da inflação, mas continua preocupado com problemas como a violência e a má distribuição de renda, garantiu o ministro. ‘‘Em 97 teremos o quarto ano consecutivo com inflação em queda, e o quinto ano com crescimento do PIB, o que não acontecia desde a segunda metade dos anos 70’’, disse.
A proposta do governo de prorrogar o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) foi o assunto que mais interessou aos prefeitos. Malan explicou que o FEF apenas permite ao governo usar 20% das chamadas verbas vinculadas, receita do governo destinada a despesas, como educação e saúde.
O dinheiro dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios não será atingido. Segundo o ministro, o dos Municípios vai até aumentar, de R$ 9,2 bilhões no ano passado para R$ 10,95 bilhões este ano.

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