Malan descarta mudança no câmbio
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sexta-feira, 16 de maio de 1997
Agência Estado 
Raimundo Valentim/AE
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Bem-sucedidoPedro Malan e o presidente da Bolsa do Rio, Fernando Optiz, ontem, durante almoço no centro de eventos da Bolsa, onde o ministro foi homenageado pela promoção com outras 6 personalidadesRIO - Em reunião fechada com exportadores na Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), o ministro da Fazenda, Pedro Malan, descartou ontem qualquer possibilidade de modificação no câmbio. Um dos empresários presentes ao encontro disse que Malan foi enfático ao afirmar que a expectativa do governo é de que haja uma mudança estrutural no setor produtivo brasileiro, sem a intervenção do governo na área cambial.
Segundo esse participante, o quadro sugerido pelo ministro é de que não há necessidade de qualquer correção na política econômica no curto prazo e que há consenso na equipe econômica sobre a existência de uma barriga (aumento acelerado) nas importações, que estão mais elevadas que o nível de renda. Entretanto, a opinião do ministro é de que esse fenômeno está associado ao fechamento da economia brasileira nos últimos anos e não à abertura comercial abrupta.
Observando que a tendência é de que os déficits comerciais se reduzam, à medida que terminar o ciclo de modernização do parque industrial, o ministro chegou a lançar a seguinte pergunta durante a reunião: Temos tempo para que a economia se ajuste? O próprio Malan respondeu que sim. Ainda durante a reunião, um empresário mostrou preocupação com a situação de pequenas empresas exportadoras e propôs a facilitação dos mecanismos de pagamentos em moeda para que as trocas dessas empresas com o Mercosul sejam simplificadas.
Na saída do encontro, que reuniu cerca de 20 empresários e dirigentes, entre os quais o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Marcus Vinícius Pratini de Moraes e o presidente da Silex Trading, Roberto Gianneti da Fonseca, Malan disse que acha fundamental o debate entre o governo e o setor privado na área de comércio exterior e elogiou a Funcex, citando o estudo elaborado para o governo sobre as barreiras às exportações brasileiras.
Bem-sucedidoO ministro Pedro Malan disse ontem que o governo está caminhando para uma redução gradual das taxas de juros. Ele participou de almoço na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, no qual ele e mais seis personalidades receberam o título de Bem-Sucedido, concedido pela Revista Banco Hoje. As taxas cairão tão rapidamente quanto for rápida a redução do déficit público, afirmou.
De acordo com o ministro, a privatização nos setores de telecomunicações e de energia elétrica serão fundamentais para a redução do déficit público. O ministro disse que um dos grandes desafios é chegar a um sistema tributário mais simples e menos oneroso. Ele afirmou ouvir com pesar empresários lhe dizerem, muitas vezes, que preferem importar produtos e matérias-primas de um algum país vizinho do que de algum Estado próximo, por causa das distorções na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).


