Malan descarta crise em artigo de jornal dos EUA
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sexta-feira, 08 de agosto de 1997
France Presse Nova York 
Arquivo FolhaMalan: argumentação para dissipar nervosismo na comunidade financeiraO governo brasileiro está convencido de que não existe alternativa para a reforma econômica estrutural e institucional e garantiu que se manterá firme nesse objetivo sem que ocorra o risco de desvalorização de sua moeda, assegurou o ministro da Economia, Pedro Malan.
Em artigo publicado ontem pelo jornal The Wall Street Journal, Malan apresenta uma série de argumentos destinados a dissipar o nervosismo da comunidade financeira ante o risco de uma eventual desvalorização do real.
Alguns sugerem que o real brasileiro é candidato a uma desvalorização como as registradas recentemente nos países do sudeste asiático, disse Malan. Isso é ignorar o compromisso dos brasileiros com a estabilidade e com as mudanças fundamentais na economia brasileira.
Segundo o ministro, o Plano Real, lançado em julho de 94, é o plano de estabilização mais bem sucedido da história do Brasil. Malan destacou que, em particular, o plano permitiu que a inflação de quatro dígitos fosse reduzida a 10% em 96 e, segundo o previsto, para 6% ou 7% em 97.
Espera-se que para o fim do ano, a economia brasileira terá crescido 24% desde 93. Os investimentos estrangeiros, inferiores a US$ 1 bilhão em 93, chegaram a US$ 2,2 bilhões em 94, US$ 3,9 bilhões em 95, US$ 9,4 bilhões em 1996 e, provavelmente, superarão os 15 bilhões este ano, segundo ainda o ministro.Malan destaca, além disso, o programa de privatizações maciço iniciado por seu Governo e a reforma da previdência social.
Malan também assinala como êxito suscetível de dissipar os temores dos investidores o fato de que os funcionários públicos brasileiros não estarem recebido aumentos do salário há mais mais de dois anos. O último aumento geral de salário dos funcionários federais foi concedido em janeiro de 1995. Em 1996, a carga salarial federal foi inferior em termos nominais à de 1995, afirmou.
Por último, Malan afirma que a reforma do sistema financeiro está bem encaminhada. Não há risco de problemas bancários sistêmicos, enfatizou. Segundo o ministro, os brasileiros vêem o futuro com confiança.


