O ministro da Fazenda, Pedro Malan, reconheceu que a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não é um bom imposto para o mercado de capitais. Ele disse que a proposta de substituição da CPMF por um imposto permanente sobre estas operações, o IMF, não tem objetivo arrecadatório, como ocorre hoje. ‘‘Se for aceito na reforma tributária – disse – , será um imposto com finalidade de melhorar as informações do governo sobre a movimentação financeira no País’’.
O ministro explicou que, além de funcionar como um imposto mínimo, o IMF poderá se tornar ‘‘um instrumento para identificar movimentos de capitais que possam ser considerados anormais do ponto de vista da Receita Federal’’.
A proposta de reforma tributária tem como pressuposto, segundo Malan, que o IMF terá uma alíquota ‘‘extremamente’’ baixa e dedutível de outros tributos, não só o imposto de renda, como se chegou a especular.

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