O ritmo dos juros será dado pela aprovação e execução das medidas de ajuste fiscal, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Pedro Malan. Segundo ele, a trajetória é de queda; prova disso é que, após a redução da taxa oficial, a Taxa de Assistência do Banco Central (Tban), em 11 de novembro, os juros caíram 8 pontos porcentuais. ‘‘Os juros são insustentáveis nos níveis em que se encontram e serão reduzidos’’, afirmou. ‘‘As taxas serão tão mais declinantes quanto mais rapidamente for aprovado o ajuste fiscal.’’
Malan elogiou a agilidade do Congresso na apreciação das medidas, mas frisou que a sua execução também é importante. O ministro participou ontem de um seminário da InterNews sobre as perspectivas para economia brasileira em 1999. Ele avaliou que o Brasil pode até encerrar o próximo ano com crescimento levemente positivo. Se houver recessão, será inferior a 1%, previu. Malan repetiu que a política cambial não será alterada. O câmbio terá valorização real de 6%, considerando a comparação entre o real e o dólar americano.
O ministro informou que a primeira parcela da ajuda internacional estará disponível assim que o board do FMI aprovar o Programa de Estabilidade Fiscal. Essa aprovação está prevista para quarta-feira. O valor da primeira parte deverá ficar entre US$ 9 bilhões e US$ 9,5 bilhões.

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