Malan admite: PIB será menor que o de 2000
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sexta-feira, 08 de junho de 2001
Agência FolhaDo Rio 
Para o ministro da Fazenda, Pedro Malan, desvincular as metas de inflação hoje anuais e vigentes por 12 meses do calendário oficial (de janeiro a dezembro) deixará a economia do País menos vulnerável a um choque de oferta. Se a economia é submetida a um choque de oferta e ele ocorre no início ou no final do ano, isso tem uma implicação para a meta (de inflação). Essa é a razão para não ficarmos obcecados com o calendário. O mundo não acaba em 31 de dezembro e começa do zero em 1º de janeiro.
O choque é uma redução na oferta de produtos, que pode ter impacto sobre a inflação. O raciocínio é o seguinte: com menos produtos no mercado, os preços podem subir, dependendo da disposição do consumidor em pagar mais caro por eles.
Malan afirmou ontem que seguramente o PIB do País este ano será menor do que no ano passado, mas não quis fazer uma estimativa. Ele considerou a possível mudança do conceito das metas como uma questão relevante, que deveria ser refletida pelo governo. Questionado se existe a hipótese da meta para 2003, que será divulgada ainda este mês, já não ser vinculada ao calendário, Malan respondeu com um sorriso e disse apenas é.
Para este ano, a meta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) é de uma inflação de 4%. Em 2002, o objetivo será de 3,5%. Nos dois casos, existe uma tolerância de dois pontos percentuais para baixo ou para cima. Malan defendeu que o sistema de metas inflacionárias ou outro tipo de controle da inflação seja preservado por qualquer governo que venha nos suceder. Para ele, esse é o desejo da imensa maioria da sociedade.


